quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Foto-verso

Qual artista
impressionista
pintou o céu de Paris?
.
Tão fortes eram as tintas
tamanha era a inspiração
.
Que a paisagem continua lá
intacta
até hoje.

DF

Destino: Brasília.

Daqui a pouco embarco para conhecer a capital federal.

Para não dizer que é minha estréia total na cidade, uma vez pousei lá quando tinha 10 anos. Estávamos indo para os Estados Unidos e o avião deu pane em pleno ar. Sem muito alarde, mas com uma dose de tensão, o piloto achou por bem pousar no JK, aeroporto do distrito federal.

Dormimos uma noite lá, num hotel. Só retomamos a viagem no dia seguinte.

Do avião para o hotel e do hotel para o avião. Só consegui avistar a duas torres ao centro e as meia-bolas, uma pra cada lado, de longe. Nem me lembro bem.

Por isso, hoje tem gosto de primeira vez.

Não sei o que esperar direito. Ouço falar muito das Asas Sul e Norte do avião-mapa, da falta de esquinas e do clima seco. Da falta de gente na rua, na arquitetura urbana planejada demais, da impossibilidade de se caminhar para ir aos lugares.

Mas me aguça muito a curiosidade ver de perto um lugar desenhado por Niemeyer, e sentir o clima de uma cidade musical, berço de tantas bandas (Legião Urbana, a melhor delas).

Sem opinião antes de partir. Provavelmente, cheio de observações depois de voltar.
Segunda-feira estou de volta! Bom fim de semana a todos!!

China nos detalhes

Faz um ano que fui a Pequim pela primeira vez.

É difícil um brasileiro se imaginar na Ásia. Parece algo surreal, coisa que só existe na televisão, nas fotos e nos filmes.

Usamos, inclusive, como sinônimo de uma distância impossível: "Ah, mas isso não vai acontecer nem aqui nem na China!"

Quando percebi que estava prestes a, de fato, embarcar para a China, me deu a sensação de estar viajando para pousar em Marte. Na minha imaginação, tudo seria diferente. As pessoas, a língua, os prédios, até o ar que se respira.

Depois que o avião desceu em Pequim, percebi que há tantas diferenças quanto há semelhanças.

Hoje em dia, a capital está super-ocidentalizada.

Ironicamente, perto do mausoléu onde Mao Tse Tung repousa em sono eterno, há uma das ruas mais capitalistas do mundo. Na mesma avenida tem (sem exageros), 3 McDonalds, 3 Lojas da Adidas, 2 da Nike, sem contar os dois shopping centers.

Uma fome por consumo muito familiar a nós.

Mas um dos pequenos detalhes que me chamaram muito à atenção foi a marca de um rodo.
Isso mesmo, um rodo de passar no chão, pois o banheiro do apartamento não tinha box e tudo ficava molhado.

Entre tanta coisa parecida entre Brasil e China, a marca dessa peça de limpeza é, definitivamente, um exemplo da diferença dos dois países.

Ou será que no Brasil teríamos um rodo de marca "Boa Esposa"??

Estava no adesivo preso ao cabo: "Hao taitai", que significa exatamente isso. Boa esposa.

Sem constrangimento nenhum, sem embaraço.

Associaram, oficialmente, a imagem da esposa dona-de-casa ao utensílio doméstico. E todo mundo leva numa boa.

Há muitas pequenas coisas que saltaram aos olhos naquele país. Ainda devo escrever muitos exemplos aqui! Alguns bem divertidos, outros bizarros.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Foto-verso

Pudesse a Torre
se mexer após longo repouso
riscaria o céu

Tal é seu esplendor
que todos os outros edifícios
fariam o mesmo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Parem as máquinas!

Polígrafo: Instrumento que registra atividades fisiológicas involuntárias, como a pressão arterial, o ritmo respiratório, a pulsação, etc. , usado principalmente como detector de mentiras.

Fui consultar o dicionário para me certificar de que eu não estava louco. Pelo que sempre soube, graças aos filmes de Hollywood, polígrafo serve para descobrir se alguém está mentindo ou falando a verdade.

Claro, existem aqueles bonzões, no cinema, que sabem 'driblar' a máquina. Isso sempre rende comentários dos coadjuvantes:

-Nossa, ele é feito de gelo. Nunca vamos conseguir quebrá-lo.
-Ele foi treinado pelo (Agência federal à escolha) e já serviu no (país com histórico de guerras conta o qual os EUA têm preconceito à escolha). Ele é o melhor!

Enfim, polígrafos sempre rendem essas cenas-clichê.

Como não trabalho para a polícia e não sou um terrorista internacional, nunca vi de perto um detector de mentiras. Mas, heróis do cinema à parte, achei que essas máquinas fossem incontestáveis na hora de decifrar o discurso de alguém.

Eis que me deparo com a televisão no canal 4, horário nobre, assistindo à casa mais vigiada do Brasil.

Participante no confessionário. Ele tem um medidor de batimentos cardíacos para aferir sua emoção. E está ligado ao tal polígrafo.

Começam as perguntas:

- Norberto, do que você se arrepende desde que entrou na casa, há duas semanas?

- Bem, Bial. Não me arrependo de nada. Entrei aqui querendo ser eu mesmo e acho que estou conseguindo ser eu mesmo, e o importante é ser você mesmo. Sei que aqui é um jogo, mas eu estou sendo eu mesmo e vou continuar sendo eu mesmo.

Durante o curso da edificante resposta, o tal detector de mentiras ia avaliando as palavras do 'Brother'. A legenda dizia o seguinte:

Calibrando... / VERDADE!/ MENTIRA!/ VERDADE!/ IMPRECISÃO!/ calibrando.../ VERDADE!

Me pergunto... como pode, na mesma resposta vazia, desprovida de significado e até de ingredientes polêmicos, o cara estar falando verdade, mentira, verdade e verdade?

É um vexame para o programa ter a geringonça ligada. Não esclarece nada, só confunde e desvia a atenção das respostas, cheias de conteúdo.

Sem contar o tempo que leva entre a palavra ser avaliada e o diagnóstico aparecer na tela. Vamos supor que o participante comece mentindo. Na hora que ele estiver dizendo a verdade, vai aparecer escrito grandão MENTIRA!

E o mico de a legenda dizer "calibrando..." ??

Para mim, esse 'calibrando' é o mesmo que dizer "Nosso polígrafo é um lixo! A produção nem consegue aprontar a máquina para que funcione durante o programa inteiro"

Mas King Kong maior foi quando apareceu: "Calibrando....", "A calibragem falhou".

Será que os bastidores não estão vindo à tona demais? Melhor parar às máquinas!

Se não desistirem do recurso pelos vexames, façam por um motivo mais nobre:

Respeitem a reputação dos detectores de mentiras! Nos deixem acreditar que só os James Bonds e os Jack Bauers conseguem derrotar sua eficiência.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Letras trigêmeas (e expressões associadas)

AAA - "Um dia de cada vez"

BBB - "Ai, Bial. Que pergunta difícil!"

DDD- "Vâmo falar rápido porque eu que tô pagando!"

GGG- "Putz, essa aqui não serve. Aquele cliente ali bem que podia perder uns quilinhos..."

III - "Filho querido, Dom Pedro de Orleans e Bragança, um dia o seu filho reinará sobre tudo isso!... Isto é, se nenhum republicano tiver alguma idéiazinha besta!"

KKK - (cruzes!) "Obama neles!"

UUU - "Tchau, Cesar Maia! Já vai tarde!"

WWW - "ponto devezemvez ponto blogspot ponto com"

XXX - "Paulinho, já falei que criança não pode alugar este!"

ZZZ - "Na palestra de hoje, vamos falar sobre..."

E vocês? Sabem mais alguma??

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Foto-verso

Toc-toc-toc

Posso entrar?

1 mensagem nova


Não, mandar uma mensagem cruzando o espaço não é o mais impressionante que seu celular pode fazer.

Legal mesmo é mandar uma mensagem através do tempo!
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O que diriam nossos bisavós, que usavam o telégrafo tec-tec-tec para mandar mensagens para alguém distante?

Agora, esta máquina que cabe no bolso pode fazer sua comunicação atravessar continentes e chegar ao celular de uma pessoa distante.

Que loucura. Uma máquina desconectada do mundo! Sem fios, do tamanho da palma de mão.

Capaz de arremessar palavras.
Palavras ao vento.
Mesmo com vento
as palavras chegam ao destinatário.

Mas outro dia, pensei: isso não é o mais incrível.

De posse do celular, podemos também lançar mensagens que furam o tempo; não apenas o espaço.

As mesmas frases que cruzam, invisíveis, os céus até chegar a outro aparelho podem, invisíveis, sumir agora e só aparecer no futuro. Só aparecer quando devem surgir.

Como fazer isso? Com um celular???

Simples. Eu faço o tempo inteiro.

E o melhor. O destino dessas mensagens, guardadas em cápsulas, dias a fio, não é os outros.

É você mesmo.
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Eu ando muito esquecido. Preciso lembrar dos meus compromissos. O que eu faço?

Digito na agenda do meu celular.
-Com alarme? Ele pergunta
- Sim; eu respondo.

Faço isso hoje e, daqui a uma semana, meu bolso vibra. Vibra e, aos poucos, começa a emitir um sinal sonoro. Se não for atendido prontamente, o barulho vai ficando mais alto e mais alto.

Pronto. Meu celular recebe minha própria mensagem, dias depois:

Médico hoje às 15h30.

E faz questão de se comportar como um torpedo de outra pessoa. Vibrando e soando.
Acho que a portátil maquininha faz isso de propósito. Para me fazer pensar.

E conseguiu.

Pensei. E me surpreendi.

Imaginei. E se eu desafiasse a lógica consumista e não jogasse fora meu celular nos próximos anos? E se eu prometesse ficar com o mesmo aparelho por meia-década?

Escreveria, hoje, um torpedo para mim mesmo.

Dia: 23 de janeiro de 2014.
Com alarme? Sim
Que horas? (Não importa) 16h40.

Mensagem: Um Alôzão do passado! E aí? O que você andou fazendo nesse tempo todo?

Daqui a 5 anos, me surpreenderia com meu bolso vibrando.
Atolado, me apressaria para não deixá-lo fazer barulho demais.
Olharia a telinha. E perceberia aquele texto tão íntimo, enviado por alguém já há tanto tempo perdido no passado.

Ah!; eu exclamaria. E me poria a pensar em tudo que conquistei e em tudo que perdi naquele tempo que me separava de mim mesmo.

E para causar tamanho impacto, basta um aparelhinho de não mais que 10 cm. Uma tomadinha para recarregá-lo de vez em quando. E pagar a conta em dia.

Homem vs Máquina

Será que coisas triviais têm significado?
Essas coisas pequenas, do dia-a-dia... têm razão de existir?
Ou são fruto do acaso?
Ou ainda, são resultado do processo inconsciente do fabricante?

Me refiro ao seguinte... Você já parou pra pensar como se desliga um computador?

Imagine esta cena rotineira: Travou tudo! Pane geral. Nem ctrl + alt + del resolve.

Aí, tem aquele botãozinho de POWER na torre do computador, ou do laptop.

O que você tem que fazer pra desligá-lo?

Não basta um simples toquinho. Não basta apertar.

É necessário deixar o botão pressionado por algum tempo até que, finalmente, a tela apaga.

Caraca, não sei por quê.
Mas toda vez que faço isso penso na metáfora de "matar alguém por enforcamento!"

Repare bem: Você começa a esganar seu computador devagar. Faz pressão com os dedos, ele começa a reclamar, mas você não cede.

A luz dele começa a piscar intermitentemente, como numa reação desesperada pelo oxigênio que ainda lhe dá vida. Mas você não desiste.

Finalmente, após alguns segundos de crueldade (durante os quais você não muda de idéia), o computador perde a vida e tomba, inerte.

Por isso, volto a perguntar:

Seria isso obra do acaso?
Será que o japonesinho que projetou a máquina não poderia, simplesmente, progamá-la para desligar com uma leve pressão proposital?
Pra quê tanto sadismo?

Meu palpite:

É de propósito. É a chance que os fabricantes nos dão de revidar. É nossa vingança por todas aquelas vezes em que o computador nos faz perder todos os documentos escritos, pára no meio de um download, se recusa a acelerar operações simples e...

Putz... meu computador travou!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Letrinhas chatas

Já viu mula-sem-cabeça?
Acredita em duende?
E saci, existe?

Lógico, nunca dei bola pra esses mitos. Assim como nunca liguei para uma lenda da internet:

O SPAM DE BLOG!

Nunca acreditei que existisse. Eu me perguntava, "Como assim, Spam de Blog?"

Spam chega pelo correio, aos montes, entupindo a caixa de entrada.

Mas no blog?

Eis que, de uma só vez, desembarcaram dezenas de spams aqui no blog!

Você também não acreditava que existia? Quer ver pra crer?

Abra uma nova janela do Internet Explorer.

Clique aí do lado, à direita, no meu post antigo GAME OVER.

Repare o comentário lá embaixo, em inglês. Aquilo é um Spam.

Comentário falso, remetente inexistente, conteúdo aleatório. Só para te atrair para um clique bizarro qualquer (Por falar nisso, não clique no atalho que ele oferece!!!!)

E trata-se de um spam burro, mais canastrão que o Tarcísio Meira. Todo em inglês, não convence ninguém de que é uma mensagem autêntica de um leitor.

Todo este blábláblá para dizer que, agora, para proteger o blog de Spams, vou ter que colocar aquelas letrinhas chatas que não formam palavra alguma, cada uma de um tamanho diferente, às vezes tortas... Parecem escritas por um hacker-bêbado!

Infelizmente, quem quiser comentar vai ter que passar por um estágio a mais para confirmar!

Mas não há de ser nada!

Spams, podem ir embora!
Leitores, fiquem à vontade!