domingo, 21 de dezembro de 2008

Via de mão-dupla

Voltando de Búzios, pegamos uma estrada de mão-dupla.

Daquelas que, quando você passa lado-a-lado a um carro na direção contrária, a sensação é a de cruzar com um foguete ou um trem-bala.

Certa vez, um professor meu teve uma sacada muito boa sobre esse assunto. Eu nunca mais esqueci.

"Vocês conseguem imaginar, daqui a 90 anos, nossos netinhos vendo nos livros essas auto-estradas em mão-dupla, perguntando: - Vovô, era assim mesmo? Desenhavam uma linha no chão dividindo as duas pistas e achavam que isso bastava para a segurança dos carros acelerando em direções opostas? Hahahahaha"
.
Realmente, pilotar nessas rodovias é um exercício de abstração da realidade muito grande!

Você não conhece o motorista que vem voando e chegando cada vez mais perto. Você não sabe se ele bebeu antes de dirigir, se é irresponsável, se está prestes a dormir no volante...
.
No entanto, você confia a sua vida a cada um deles, cada vez que cruza, passando raspando!

Imagina por quantos perfis de pessoas diferentes você passa, a 120 km/h, nessas estradas? Maluco, chapado, mauricinho, doidão, irritadinho...

Mas ignorar esta realidade óbvia é preciso. Do contrário, ninguém sai de casa pra viajar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Por que é que você nunca me falou do seu blog??? Já era, vou indicar para os leitores...
Abração!

Anônimo disse...

Seu blog é bonzão :o)

Anônimo disse...

Eu sempre penso nisso!!! A gente confia muito nas pessoas. Tipo, ficamos presos num elevador com quem não conhecemos, cruzamos com elas na rua como se nada fosse e etc. Eu hein, quem disse q a pessoa não é uma louca à margem das regras da sociedade? Tipo um coringa? hahaha a gente presume que é todo mundo "normal"...

muito bom!
bjsss